Estamos dando início a uma série de exibições de vídeos em nosso site para contar um pouco da história do nosso CEU.
Nesta semana, publicamos dois vídeos bastante especiais do nosso saudoso Comandante, Patrono e Amigo Armando Nogueira, ambos de 2006, gravados em um evento que celebrou os 100 anos do primeiro voo do 14 Bis e a figura do genial brasileiro Alberto Santos Dumont.
No primeiro vídeo, Armando faz um belíssimo discurso onde resume um pouco a história do menino mirrado de Ribeirão Preto que, na capital francesa, provou ao mundo que o homem podia voar, sim.
Já no segundo, o nosso Armando recebeu Jô Soares para uma divertida conversa sobre a aviação com suas histórias e estórias.
NARRADOR:
Uma vez, dependurei o aeroplano no meu balão de número 14. Por esse motivo, apelidaram o aeroplano de 14 BIS.
ARMANDO:
Coordenação CEU, P.U.M.A.X, pede autorização para fingir que é 14 BIS e iniciar o táxi para cabeceira dois, cinco.
Eu queria que vocês chegassem um pouquinho mais pra cá porque vocês vão participar de um espetáculo em homenagem a Santos Dumont. Sem metáforas nós vamos tirar o chapéu para Santos Dumont.
Era uma vez... era uma vez um menino mirradinho de 10 anos de idade, perto de Ribeirão Preto, no vilarejo onde ele morava, e ele participava de uma brincadeira muito singela que consistia em reunir 10, 12 guris numa sala, jogo de salão, e a brincadeira era o seguinte: “Abelha voa?” “Abelha voa!” Todos aplaudiam. De repente alguém cometia o disparate de perguntar: “Homem voa?” “Não!” E tinha um garotinho mirradinho, aquele que eu falei no começo do nosso papo que dizia assim: “Voa, sim. O homem voa, sim”. E tinha dez anos de idade. E tinha que pagar uma prenda para a coletividade. Era a palavra de um predestinado, porque 30 anos depois, aquele garotinho mirrado decolava o 14 BIS, operando essa maravilha.
O primeiro voo não foi grande coisa, ele voou 60 metros, tinha que voar 200, estava a 2 metros de altitude. Apertou alguns aspectos lá da sua aerodinâmica e conseguiu voar 200 metros a 6 metros de altura e foi carregado em triunfo com o qual agora, peço a vocês que a gente tire o chapéu para Santos Dumont, porque o homem voa. O homem voa.
















