
Quando e em que circunstâncias começou a sua paixão pela aviação?
Esta é uma pergunta com muitas respostas. Digamos que nasci com esta paixão; talvez tenha sido herdada de algum ancestral distante que possuía habilidades de voar. A paixão por esta prática reúne almas de uma mesma família, em minha opinião, porque família não é aquela na qual nascemos, família é aquela a qual estamos tão ligados que nem percebemos a força desta ligação.
Há quanto tempo você é membro do CEU? Há algum momento marcante em sua trajetória na prática dessa modalidade esportiva que você guarde um carinho especial?
Há 11 anos. O primeiro voo, curiosamente, num helicóptero. Digo ‘curiosamente’ porque não sou piloto de helicóptero. Também não posso deixar de mencionar, é claro, o primeiro voo solo. Estes foram os momentos mais especiais de minha vida e que os tenho até hoje gravados no coração e na retina.
Como foi voar no lendário Campo dos Afonsos, local que é considerado como o berço da aviação brasileira?
Minha primeira ida ao “Afonsos”, assim chamamos, foi quando tinha algo em torno de 5 anos de idade levado por meu pai. Desde então nunca mais deixei de frequentar as festas, o Museu Aeroespacial (MUSAL), enfim, e, um dia poder voar para aquele lugar foi sem dúvida marcante. Fiz muitas amizades verdadeiras por lá.
Há algum trajeto ou desafio, no âmbito da aviação esportiva, que você sonhe tornar realidade? Por quê?
Tenho me sentido realizado como piloto desportivo, mas sem dúvida o projeto de todo piloto é um dia poder adquirir seu próprio avião.
O que é ‘voar’ para você?
Vou resumir essa pergunta com uma frase que li um dia em uma parede de um clube de voo em Fortaleza: “Divorciado de meu avião sou um homem comum, um professor sem alunos, um sacerdote sem Deus...”
Fale um pouco sobre a importância de um clube, como o CEU, que procura reunir pessoas que são apaixonadas por um esporte e promover atividades que buscam concretizar essa paixão.
Um lugar como o Clube CEU é uma dádiva. É um lugar onde torna-se possível encontrar os amigos, aproveitar o lazer com a família e o melhor de tudo: VOAR. O Clube tem um papel importantíssimo, pois consegue tornar algo burocrático e caro em algo possível e viável para aqueles que possuem alguma afinidade pelo voo. O ambiente familiar e a constante troca de experiências faz com que se aprenda com prazer. Tudo na vida que é assimilado de forma prazerosa torna-se para sempre. O CEU hoje é o santuário de nossa aviação desportiva no Brasil e quem sabe até do mundo, reunindo pessoas maravilhosas, possuindo um espaço ímpar em plena cidade do Rio de Janeiro e é um lugar fortemente marcado por energia positiva inigualável. Todos os aeroclubes do Brasil e do mundo deveriam ter a energia que o CEU possui.
Você procura de alguma forma apresentar a parentes e amigos o prazer que é voar?
Sem dúvida! A totalidade deles até hoje se encantou e se apaixonou pelas aeronaves e pela prática do vôo. Alguns até tornaram-se pilotos!
















