Epopéia de um Douglas DC-3
Por Cmte.
Hiram Garcia /
fotos: Cmte. Colvara
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Há quem diga que sou louco por ser louco por aviação, louco por
aeronaves antigas, especialmente o Douglas DC-3.
Sempre, desde a infância, idolatrei esse avião, sei que é apenas uma
máquina, mas sei que é uma forma, uma imagem onde se materializam os
sonhos, as emoções e as paixões de centenas de milhares de pessoas
desde 1935 em mais de doze mil unidades construídas. A fábrica ainda
existe até hoje e pode fornecer um motor novinho em folha ou
qualquer outra peça.
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Durante esses anos em que o VBN esteve no Aeroclube do
Rio Grande do Sul, pude acompanhar de perto a luta
constante de seus sócios para manter a aeronave em vôo,
em busca de patrocínios e apoio das instituições,
abrindo o avião para visitação pública e vôos
nostálgicos.
Também pude ver o lado ruim da coisa, o desdém, a
inveja, o desprestígio e o descaso de instituições e
pessoas para com a aeronave e seus sócios, em
conseqüência com a própria história da aviação no Brasil
e no mundo.
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No Brasil ainda temos alguns Douglas DC-3, mas no solo,
fora de condições de vôo, para mim são como corpos sem
vida, como aves empalhadas, tristes. O encanto está na
aeronave em vôo, com os motores a pistão funcionando com
seu barulho inconfundível.
É claro que fico triste com a saída da aeronave do
Aeroclube do Rio Grande do Sul, mas o novo proprietário
é mais um louco também por aviação e DC-3, com uma
diferença, ele tem os recursos mais do que necessários
para manter o avião preservado e em vôo. É também um
sortudo em receber o VBN no seu auge, o DC-3 mais bem
conservado e restaurado do mundo.
Quanto aos possíveis patrocinadores que se recusaram a
promover o VBN, que criem vergonha na cara e ajudem as
instituições nas solenidades de comemoração do "A
Century of Flight" do Brasil em 2006, em homenagem ao
Santos Dumont, se é que vai ter alguma homenagem com
essa bandalheira no governo.
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As imagens que estão vendo nas fotos não são nos Estados
Unidos ou em algum outro país rico. Não é na casa do
John Travolta, também maluco por aviões, proprietário e
piloto de jatos executivos e um Boeing 707, que também
possui um aeródromo particular em frente a sua casa.
É no BRASIL mesmo, num aeródromo particular em uma
fazenda no interior do estado de São Paulo.
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É um alívio saber que a aeronave está em tão boas mãos.
O DC-3 deve estar orgulhoso de estar num hangar tão magnífico,
parece que foi feito especialmente para o avião. Nunca vi um
hangar tão moderno e tão lindo, nem nas milhares de fotos que
circulam na internet.
O hangar com a mais moderna tecnologia que deve causar inveja ao
próprio John Travolta. Possui acomodações para tripulação,
almoxarifado, bar, piscina aquecida e outras coisas mais. A
porta terá controle remoto e sairá de baixo para cima, ou seja,
quando estiver aberta não se verá a mesma. Foi projetada na
Alemanha, pela Bosch. A pista é iluminada.
É isso aí, um belo e moderno hangar para uma bela e antiga
aeronave. Com certeza nenhum dos milhares de DC-3 já fabricados
nunca entrou em um hangar dessa magnitude tecnológica e beleza
arquitetônica.
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Esse é o novo ninho da águia.
Clique na imagem abaixo e confira um slide-show com
estas e outras fotos:
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