A grande viagem do Comandante Barbará e seus amigos pelos céus americanos
Aos 60 anos de experiência e muita história pra contar, o Comandante Barbará, veterano dos céus, relembra a sua maior jornada. Foram dez dias durante o mês de julho de 1991 de viagem partindo do Rio de Janeiro com destino a outro canto do continente americano: os Estados Unidos. Uma viagem própria para se deixar encantar aos poucos. “Não fomos direto, tínhamos que parar em vários lugares para abastecer e, na verdade, não estávamos com pressa”, conta. Também, pudera. Os lugares que Barbará visitou oferecem paisagens incríveis aos olhos.
A viagem foi feita na companhia de três amigos: Gustavo Albrecht, presidente da ABUL; Augusto Barroso, sócio do CEU e que na época possuía uma fábrica de ultraleves; e de Jardel Trindade, que nunca tinha entrado em um avião pequeno na vida. Com muito saudodismo, Barbará revelou detalhes desta viagem inesquecível.

Confira o trajeto da viagem:
Rio de Janeiro . Brasília . Imperatiz . Belém . Cainea Cayenne (Guiana Francesa) . Georgetown (Guiana) . Ilha de Granada (Caribe) . Ilha de San Martin (Caribe) . Grand Turk (CaribeTurks and Caicos Islands) . Fort Lauderdale (Flórida, EUA)
O retorno acabou sendo em um avião comercial. “Estava chegando um furacão na Flórida e não teve jeito. Eu tive que retornar num vôo comercial porque tinha compromisso profissional no Brasil e o Albrecht ficou lá etrouxe o avião depois que o furacão passou. Anos depois, Barbará encarou a mesma aventura de volta. Dessa vez, com um novo avião. “Eu me lembro de tirar o avião de dentro da fábrica, lá no Texas. É emocionante sair com ele novinho do portão da fábrica. Era um Mooney Ovation zerinho”, recorda. “Para poder sair com ele voando da fábrica, tive que fazer um curso de adaptação de uma semana na “Flight Safety” em San Antonio TX. Foi fantástico voar no Texas pela primeira vez”.
Sertanejo Piper Saratoga
O Saratoga é um monomotor metálico movido a pistão, asa baixa, com trem de pouso retrátil e de até seis assentos. Talvez o sucesso de vendas do Saratoga possa ser explicado pelo cuidado permanente da Piper de projetar aviões razoavelmente acessíveis, com o custo de manutenção sempre aceitável e baixo consumo de combustível.
O projeto do Piper Saratoga foi licenciado na década de 70 para ser fabricado no Brasil pelo fabricante brasileiro Embraer e, posteriormente, para sua subsidiária Neiva. Naquela época, o projeto foi rebatizado de Sertanejo pela Embraer. O Sertanejo conseguiu se firmar discretamente no mercado nacional, com cerca de 100 unidades vendidas, e pode ser encontrado no mercado de aeronaves usadas por preços bem razoáveis. É uma aeronave de fácil revenda.
O Piper Saratoga importado mais recentemente é uma admirável aeronave equipada com muitos itens de navegação e conforto, incluindo ar-condicionado (quente / frio) GPS eTCAS. Os quatro confortáveis assentos traseiros em couro para passageiros são dispostos no modo Club seating e o quinto assento ao lado do piloto da aeronave completa o conjunto, totalizando seis assentos e mais uma pequena geleira para água-mineral ou refrigerantes.
Ficha técnica:
• Comprimento mínimo de pista necessário para decolagem : 850 metros (lotado / dias quentes / tanques cheios);
• Velocidade de cruzeiro: 300 Km/h;
• Motorização (Potência): Lycoming IO 540 Aspirado (300 Hp);
• Teto de serviço: 5.000 Metros; Consumo de combustível (MTOW): 65 Litros/hora;
• Capacidade: um piloto e cinco passageiros.











